07/11/2009

Projetonave, "Boca do lobo" [live] @ Showlivre

23/10/2009

Elas

Há tempos que o Brasil vem cultivando uma tradição musical com timbres femininos, a começar pela nossa mais famosa miúda, que até exportada foi, a inigualável Carmem Miranda, espalhafatosa e virando os olhinhos, Carmem arrebatou o mundo nos anos 30 e 40 com seu tico-tico no fubá.
Já nos anos 60 e 70 o movimento era outro, o mundo borbulhava com o Rock and Roll, que germinava os ideais da contra-cultura e liberação sexual, culminando no festival Woodstock, até hoje é venerado por muitos a ponto de alguns festivais contemporâneos o usarem como referência, a exemplo dos raves.
Enquanto isso o Brasil acompanhava a seu modo toda essa onda da aldeia global, numa época onde o mundo era nitidamente dividido entre direita e esquerda, as vozes femininas brasileiras se posicionavam.
Baby Consuelo preferiu deixar a política de lado e aderir ao movimento hippie brasuca, ajudando a fundar o mais non-sense e talentoso grupo brasileiro, os Novos Baianos. Baby emprestou ao grupo muito mais do que seus agudos melódicos e sua ginga musical, Baby emprestou sua alma anárquica, sua atitude hippie, sua liberdade e sua porção Woodstock.
A soteropolitana Gal Costa tinha uma bela pitada de pimenta. Com trajes sumários e postura hippie, exibia um esguio e belo corpo, aliado à uma voz poderosa, difícil de ser superada até hoje. Com cabelo black power e muita ousadia, Gal usava seus agudos como arma contra a opressão e a ditadura, além de ser mais uma prova de que a mulher brasileira estava mudando.
Em termos de atitude a eterna diva Rita Lee mostrou com quantas notas se faz um bom rock and roll, cheia de irreverência e talento, fez boa música livrando-se do título de rainha das massas ou artista popular, sempre com inteligência e categoria.
Em pleno século XXI muita coisa mudou, da arte à política. O capitalismo tem soberania total, o comunismo mostrou-se um fracasso. A ditadura é coisa do passado e a democracia está mais que consolidada. A internet é um fenômeno cada dia mais presente. O rock and roll ainda existe, mas já quebrou os tabus que deveria quebrar. Política é algo considerado fora de moda e chato e deu lugar a vida das celebridades, as questões ambientais ganham destaque e como fica a nova safra de cantoras brasileiras dentro desse contexto?
Nesse cenário despontam nomes como Roberta Sá e Maria Rita, cuja técnica vocal é perfeita, mas não tentam mudar o mundo ou revolucionar o sistema. Sem trajes sumários ou danças loucas, são gostosas de ouvir e ponto.
Há também Aña Cañas, Mariana Aydar e Céu, bem nascidas e talentosas, beberam na fonte do Tropicalismo e misturam estilos regionais brasileiros com um pouco de reggae, pop e rock, num gostoso e dançante caldeirão de sensualidade.
Não duvidamos do talento dessas cantoras, mas e aquele algo mais?
A pergunta que fica é: será que falta inspiração para a sociedade? Aonde está a revolta e a extravagância? Que barreiras precisam ser rompidas? Onde podemos inovar? Não há mais o porquê de lutar? O individualismo é a maxima do século XXI?
(Camila Mendonça - baseada no post anterior)



16/10/2009

Ana Cañas - Gira (Tom Jazz)

Eu tava nesse show. Foi incrível!! Achei que ela deu uma super evoluída do último CD para este atual que rendeu esse show. Super presença de palco e performance vocal perfeita e com personalidade. Depois fiquei sabendo que ela fez teatro. Acho que isso faz toda a diferença para palco. De uma forma geral as chamadas novas vozes da MPB são todas muito comportadas e recatadas. Acho bacana dar um dispirocada de vez em quando.

Jumbo Elektro - Rachel

Show de lançamento do CD "Terrorist!?" do Jumbo Elektro no Sesc Pompeia, 03/10/2009

Stop Play Moon canta "Huu-Huu" na Poploaded Session

NoPorn - Xingú (live)

Luca Lauri e Liana Padilha ao vivo do Vegas, na Popfellas de Lúcio Ribeiro.
03/09/2009

05/10/2009

Sua Mãe no Altas Horas

Banda Sua Mãe se apresentando no programa Altas Horas. 26/07/08. Música de Reginaldo Rossi - Saí da Sua Vida.

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